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17 de setembro de 2012

Processo Terapêutico


O atendimento psicoterapêutico oferecido pela Psicoterapia Científica Existencialista consiste numa série de sessões de conversações de um profissional com pessoa que busca seus serviços terapêuticos em consultório. Cuida-se de um processo de mediação técnico-científica para benefícios ao sujeito das dificuldades ou padecimentos levados a trabalho, proporcionando-lhe condições psicofísicas de mediar-se de maneira viabilizadora do seu desejo fundamental de ser e do seu projeto existencial, na vida de relações que lhe é dada no cotidiano. Pode ficar restrito a uma situação de dificuldades presentes e ocasionais (terapia breve) ou precisar avançar até a constituição da personalidade, ao curso da primeira e segunda infância, conforme compreensão científica estabelecida para cada caso.

Assim, a Psicoterapia Científica Existencialista alcança a vida de relações interpessoais em todos os seus perfis ou em quantos deles necessário for trabalhar para superação das dificuldades psicológicas ou padecimentos trazidos a consultório. Conforme necessidade científica, estende-se até situações: profissionais ou de trabalho; das relações amorosas e, dependendo do caso, inclusive sexuais; das relações de ensino/aprendizagem na escola ou no interior da família; do desenvolvimento da personalidade (Psicoterapia Infantil); de dificuldades, complicações ou padecimentos de adolescência (Psicoterapia da adolescência); de dificuldades com a definição sexual e/ou amorosa (Psicoterapia das relações amorosas); dificuldades de aprendizagem ou socialização na criança ou no adolescente; de envolvimento com drogas e álcool; em resumo: das desorientações existenciais de toda ordem, objetivadas na vida de relações por suas múltiplas facetas, traduzidas em padecimentos afetivos e emocionais, quer dizer: psicológicos na acepção psicofísica do termo.
    Assim trabalham conhecem e trabalham os profissionais do Consultório Relações, em Florianópolis, e do Consultório Interação, em Blumenau, integrantes atuais do quadro de associados ao NUCA: Estudos e Atividades em Existencialismo. (Nuca.org.br)

Pedro Bertolino (da Silva)
(Pesquisa e redação) 

Psicologia da Adolescência


 A adolescência compreende formalmente o período entre 12 e 18 anos, consistindo no processo de relações interpessoais em que o respectivo sujeito faz o movimento de transcendência (ultrapassamento) da infância para a idade adulta: como expressa o modelo científico descritivo, buscado na Astronomia, pelo que se ocupa dos astros em órbitas circulares ou elípticas. O jovem estende após si o período vivido ao amparo, cuidados e responsabilidade plena dos adultos de seu sociológico familiar de gênese como, ao mesmo tempo e nos mesmos termos, avança pelo campo de possíveis em que se objetiva sua vida adulta por antecipações. Fase das muitas encruzilhadas, caminhos por seguir, outros por deixar, perfis por definir (gênero, relações amorosas, orientação profissional, tantos mais); provocações diversas, às vezes adversas, outras perversas (álcool, drogas, violências, muitos descaminhos possíveis). E a necessidade indescartável (antropológica, sociológica, psicológica) de fazer-se sujeito titular do seu ser-no-mundo, ao fundo por risco e conta: em expressa, incontornável liberdade de eleição-de-ser, como a todos nos ocorre enquanto existimos entre os outros e as coisas, no meio do mundo de todos os dias. Apreensões, tensões, ansiedades, receios matizam os sonhos, ponderam as esperanças em pais e filhos: estes na preocupação de deixar o ninho de tantos carinhos e zelos, no medo muitas vezes de perder a mediação daqueles que os trouxeram ao mundo e os conduziram até então; aqueles (os pais) não menos alcançados em seus afetos, suas emoções, sentimentos.

A Psicologia de consultório volta-se para esse fenômeno complexo, as pessoas nele envolvidas: com esclarecimentos científicos, orientações existenciais, profissionais, assistência psicológica e, conforme o caso inclusive, para oportunizar superação de direcionamentos indesejáveis ou inconvenientes, articulando ao projeto existencial em definição com o desejo-fundamental-de-ser desenvolvido ao longo da infância, conforme o horizonte do sociológico familiar de gênese ou presente então. O trabalho terapêutico, sempre com pleno conhecimento e acompanhamento pelos pais, titulares do processo ao fim das contas, realiza-se em sessões individuais ou de conjunto, conforme as necessidades científicas de cada caso, em seus momentos diversos. Assim conhecem e atendem os profissionais do Consultório Relações, em Florianópolis, integrantes do quadro atual de associados ao Nuca: Estudos e Atividades em Existencialismo, (nuca.org.br)

Pedro Bertolino (Silva)
(Pesquisa e redação) 

15 de setembro de 2012

Maconha para todos?


O assunto está sobre a mesa de todos e os estudos científicos avançam por toda parte. É um debate que não quer e não vai calar. Há pesquisas sérias em andamento. Mas, as propriedades e as consequências químicas, por mais relevantes e respeitáveis que sejam, não fazem nem dizem tudo. O uso medicinal traz a reboque o uso legal para o cotidiano. Aí aparecem variáveis científicas (antropológicas, sociológicas ou psicológicas) que não estão sendo contempladas quanto deveriam. Há muito mais por ver: "Apesar de todos os benefícios da utilização da maconha como adjuvante, alguns trabalhos já relataram seus efeitos negativos como o desencadeamento de psicoses e neuroses em indivíduos com pré-disposição à esquizofrenia. Além disso, dois trabalhos (este e este outro) mostram que o consumo excessivo de canabis pode causar danos cognitivos graves", assinala essa matéria. A vontade política e o consenso não bastam para evitar desastres, já muito conhecidos por todo lado. Os debates, até as polêmicas fazem depuração de opiniões. Mas, as precipitações, às vezes bravatas de cumplicidades políticas ou maniqueísmos oportunistas, não ajudam em nada. "Muita calma nessa hora!" 

Pedro Bertolino (da Silva): (pesquisa e redação)


Adolescência e Liberdade


 Durante primeira e segunda infância, os adultos nos encaminham para sermos aqueles que eles desejam e escolhem que sejamos conforme suas pretensões, enquanto nos cuidam, protegem e educam no interior da família e da escola. Depois, na adolescência, cabe-nos a decisão: temos de escolher o que faremos daquilo que eles fizeram de nós; é o período crucial em que nos definimos para nosso destino entre os outros e as coisas. Noutros termos: no ser humano a existência (nosso acontecer no espaço e no tempo) precede à essência (aquilo que nos fazemos para a vida adulta): homem entre os homens, ser-no-mundo. 

 Foi o que Jean-Paul Sartre sempre preconizou ao longo de sua obra, especialmente nos estudos alentados sobre Genet, Flaubert e a propósito de si próprio, em "Les Mots": como, aliás, vem sendo confirmado repetidamente por pesquisas experimentais de campo e de ambulatório. Foi também o que quiseram talvez expressar com a arte daquele cartão com a pergunta sobre a foto dele. Mas, o tema acabou desviado da antropologia e da ciência para o domínio da moral e da filosofia, fazendo pensar que se trataria de por cobro ao mal que os outros nos fizeram. Não é nada disso. Além dos erros primários de redação: misturando "tu" com "você" e antepondo artigo definido "o" antes de pronome interrogativo, numa frase também interrogativa em que não temos qualquer substantivo por definir. 


Pedro Bertolino (da Silva)
(Pesquisa e redação)

26 de agosto de 2012

Adolescência de todos nós


Não há volta: temos de ser sujeitos, caminhar ao fio da navalha entre as escolhas e as consequências. Muitas vezes gostaríamos de saltar do mundo, parar nesse tempo, eternizar algum segundo: "só ficar." Mas, o trem não para. E perdê-lo seria mais desastroso do que viajar nele. O futuro se estende em seus possíveis provocantes e diversos, espertos e incertos. A vida adulta bate à porta, bosina pela esquerda, pede passagem. Tememos perder a liberdade. Depois descobrimos que nosso encontro com ela se deu num momento chamado sempre. Continuamos, que esta é a condição humana: fazer o caminho caminhando. "A esperança faz parte do ser humano. Mas, temos de construi-la", escreveu Sartre, disse tudo. Afinal: "o dia nasce novo em cada amanhecer!" O decisivo não é ficar, é transcender.

(Pedro Bertolino: pesquisa e redação).

Leia mais em Sindrome dos 20 e poucos anos

10 de agosto de 2012

Vítimas de agressão na infância podem se tornar adultos violentos

"Pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo mostra que quem apanha na infância, muitas vezes, vira um adulto violento, que espanca crianças. Segundo o estudo, que ouviu quatro mil pessoas em 11 capitais, o agressor de hoje já foi vítima da violência na própria casa no passado." *

Essa pesquisa confirma aquilo que a Psicologia Científica Existencialista sempre ensinou, para o caso da violência como para tantos outros. Quer dizer: a existência na infância precede a personalidade (essência) na vida adulta. Sartre mais uma vez confirmado em sua Psicologia e seu Existencialismo. Os profissionais do Consultório Relações pensam assim.

Pedro Bertolino (Silva)

(Pesquisa e redação)


* Leia a matéria clicando aqui!

9 de agosto de 2012

Se não estou completamente pessimista



Estivesse eu convencido de que toda a luta pela liberdade está necessariamente votada ao fracasso, e lutar não teria qualquer sentido. Não, se não estou completamente pessimista é em primeiro lugar porque sinto em mim exigências que não são apenas minhas, mas que em mim são as de todos os homens. Por outras palavras, é a certeza vivida da minha própria liberdade, na medida em que é liberdade de todos, que me dá ao mesmo tempo a exigência de uma vida livre e a certeza de que essa exigência é — de forma mais ou menos clara, mais ou menos consciente — a de cada um."




Jean-Paul Charles Aymard Sartre
[Paris, 21 de junho de 1905 - Paris, 15 de abril de 1980]



6 de agosto de 2012

Mentir menos melhora a saúde


Pesquisas experimentais confirmam a teoria da "má-fé" desenvolvida por Sartre em "L'être et le néant" ( O Ser e o Nada) (Sartre:1943:85/108): mentira como uma conduta de fracasso que nos deixa inseguros em nosso ser-para-o-outro. Daí, a tensão e ansiedade acossando a pessoa que mente, conforme constatações científicas dessa pesquisa. A Psicologia Científica Existencialista sempre soube disso. Aliás, já ensinaram até ao Lula que se saiu mais ou menos assim, certa vez: "O problema da mentira é que a gente mente a primeira vez e depois precisa continuar mentindo para esconder a mentira de partida." (Referido de memória)

Essa mesma pesquisa também confirma que nossa condição psicológica nas relações interpessoais, quer dizer: no social e nos sociológicos é função ou desdobra de nosso ser-sujeito entre os outros e as coisas ou, simplesmente, no sócio-antropológico. Outra base teórico-metodológica da Psicologia Científica Existencialista, por exemplo, praticada sistematicamente pelos Psicólogos do Consultório Relações, em Florianópolis: associados ou integrantes atuais do NUCA - Núcleo Castor de estudos e atividades em Existencialismo.

Pedro Bertolino (Silva)

(Pesquisa e redação)

Leia mais sobre Mentir menos melhora a saúde

25 de julho de 2012

Continuando o debate sobre a descriminalização do aborto

Em 04 de julho de 2012, o professor de Filosofia da UFSC e pós-graduado em antropologia filosófica Pedro Bertolino, e a psicóloga e psicoterapeuta Lara Beatriz Fuck, sócios do Núcleo Castor (NUCA) participaram do debate no Programa "Conversas Cruzadas", sobre a Descriminalização do Aborto, juntamente com a médica ginecologista Maria Inês Gasperini, e a psicóloga e antropóloga Social Maíra Marchi Gomes, mediados pelo apresentador Renato Igor.

O ponto de partida do debate foram as discussões em torno da proposta de mudança do código penal, dentre as quais está a proposta de discriminalização do aborto.
Neste programa, os participantes debatem sobre o problema da descriminalização do aborto, considerando que esta descriminalização não está abrindo possibilidade para uma prática inexistente, visto que esta prática já ocorre, com consequencias gravíssimas ou fatais. Mas ao contrário, o aborto é um fenomeno social que exige uma reflexão ampla da sociedade e um enfrentamento mais racional, humano e consequente em todos os sentidos: no moral religioso, no de mentalidade social e filosófica, no sentido jurídico, no sentido médico e no sentido psicológico.


Confira a segunda parte do debate!





XIV Formação em Psicologia Científica Existencialista



O Núcleo Castor de Estudos e Atividades em Existencialismo, comunica que terá início em agosto de 2012 a XIV Turma de Formação em Psicologia Científica Existencialista.

24 de julho de 2012

Brasil está entre países que mais registram homicídios de jovens

 A revista virtual Brasil de fato, publicou reportagem entitulada "Brasil está entre países que mais registram homicídios de jovens", sobre a nova edição do Mapa da Violência, elaborado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz e editado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) e o Centro Brasileiro de Estudos Latino-americanos (Cebela), que traz grave alerta sobre o que chama de “epidemia” da violência no Brasil contra crianças e adolescentes.

Essa pesquisa concernente à ocorrência de homicídios entre jovens está articulada de imediato com aquela outra da USP a mostrar que a gênese da violência para a idade adulta está nas infâncias e se propaga sociologicamente pelas gerações a partir delas. Aquela cuidou de sete estados brasileiros, essa aqui se voltou para todos os países ocidentais em comparações e evidenciou que o Brasil tem à sua frente apenas El Salvador, Venezuela e Guatemala; ocupando o abominável lugar do 89 entre 92 países considerados. Mais uma vez, como sempre aliás, pesquisas de campo, experimentais pois, avançam confirmando a compreensão basilar da Psicologia Científica Existencialista, segunda qual: "a personalidade humana com todos seus traças ou tendências, se quiserem assim dizer, tem sua formação ou gênese nas infâncias vividas ao interior das famílias, das escolas e das sociedades;" ou, seja dito como preconizava Sartre: "no homem a existência precede a essência."


Pedro Bertolino


19 de julho de 2012

O aborto deve ser descriminalizado?

Em 04 de julho de 2012, o professor de Filosofia da UFSC e pós-graduado em antropologia filosófica Pedro Bertolino, e a psicóloga e psicoterapeuta Lara Beatriz Fuck, sócios do Núcleo Castor (NUCA) participaram do debate no Programa "Conversas Cruzadas", sobre a Descriminalização do Aborto, juntamente com a médica ginecologista Maria Inês Gasperini, e a psicóloga e antropóloga Social Maíra Marchi Gomes, mediados pelo apresentador Renato Igor.

O ponto de partida do debate foram as discussões em torno da proposta de mudança do código penal, dentre as quais está a proposta de discriminalização do aborto.
Neste programa, os participantes debatem sobre o problema da descriminalização do aborto, considerando que esta descriminalização não está abrindo possibilidade para uma prática inexistente, visto que esta prática já ocorre, com consequencias gravíssimas ou fatais. Mas ao contrário, o aborto é um fenomeno social que exige uma reflexão ampla da sociedade e um enfrentamento mais racional, humano e consequente em todos os sentidos: no moral religioso, no de mentalidade social e filosófica, no sentido jurídico, no sentido médico e no sentido psicológico.

Confira a primeira parte do debate!

 


12 de julho de 2012

Falando sobre dúvidas de adolescentes

A psicóloga e psicoterapeuta do Consultório Relações, Ana Cláudia de Souza, sócia do Núcleo Castor, foi convidada a participar de uma reportagem do Canal Its, da RIC TV Record, esclarecendo dúvidas de adolescentes sobre sexualidade, relação amorosa e outros assuntos.

Confira!

4 de julho de 2012

Conversando sobre o Aborto


O antropólogo, filósofo e escritor, Pedro Bertolino e a psicóloga e psicoterapeuta do Consultório Relações, Lara Beatriz Fuck, sócios do Núcleo Castor, juntamente com demais convidados, participarão nesta quarta-feira do programa Conversas Cruzadas, para aprofundar o debate sobre uma problemática tão complexa e ainda muito controvertida: o Aborto.



Agende-se:

Debate sobre ABORTO
Hoje, quarta-feira, dia 04 de Julho
Às 22h, no Programa Conversas Cruzadas, na TV Com



24 de junho de 2012

Apenas um homem...


"O que eu amo na minha loucura é o fato de me ter protegido, desde o primeiro dia, contra as seduções da elite: nunca me julguei feliz proprietário de um "talento"; a minha única preocupação era salvar-me - nada nas mãos, nada nos bolsos - pelo trabalho e pela fé. Desta feita, a minha pura opção não me elevava acima de ninguém: sem equipamento, sem ferramentas, dei-me inteiro à ação para inteiro me salvar. Se arrumo a impossível salvação para o quarto das velharias, o que me resta? Apenas um homem que os vale a todos e a quem, por sua vez, valem quaisquer outros."


Jean-Paul Sartre em  As palavras

18 de maio de 2012

Como combater a exploração sexual infantil?

Dia 18 de maio é comemorado o "Dia Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes", com o objetivo de sensibilizar a sociedade civil sobre estes covardes e tristes crimes, que ocorrem em qualquer classe sociail e em todo o território nacional. A data foi escolhida por conta de um crime que chocou o Brasil na década de 70, o "Caso Araceli".
Pela importância do tema e para contribuir com a discussão sobre esta dramática realidade, o Blog do Nuca posta novamente o debate sobre "como combater a exploração sexual infantil", do programa Conversas Cruzadas, da TV Com, realizado em outubro de 2010, com a participação da Psicóloga do Consultório Relações, Lara Beatriz Fuck, sócia-presidente do Núcleo Castor.
O programa foi apresentado pelo jornalista Renato Igor, e contou também com a participação do inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Leandro Andrade; da conselheira municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Veronice Sutili e da representante do Serviço Sentinela de Florianópolis, Sandra Coimbra, para um debate importante sobre diversos aspectos deste grave problema nacional.




30 de abril de 2012

Mudanças no Código Penal, Aborto e Psicologia


No Brasil, atualmente, o aborto é permitido somente em casos de gravidez resultante de estupro e quando não há outro meio de salvar a vida da mulher. Está em discussão um anteprojeto que passa a prever outras cinco possibilidades: quando a mulher for vítima de inseminação artificial com a qual não tenha concordância; quando o feto estiver irremediavelmente condenado por anencefalia e outras doenças físicas e mentais graves; quando houver risco à vida ou à saúde da gestante; por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação (terceiro mês), quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade.

Estas possíveis mudanças no Código Penal, que preveem novas formas de legalização do aborto, é uma questão muito expressamente de fundo jurídico, sendo necessário discutir as implicações jurídicas e processuais dos casos.

Contudo, o problema das novas formas legalização do aborto traz também o problema do sistema de saúde e das políticas publicas de saúde. Uma política correta de saúde publica dever-ser-ia voltar para a educacao sexual geral da população com os esclarecimentos científicos devidos e disponibilizar estes meios contraceptivos de que a ciência de nossos dias dispõe.

No que diz respeito as consequências psicológicas de um aborto, é necessário verificar cada caso, para detectar possíveis sequelas e fazer os trabalhos psicoterapêuticos que se fizerem necessários em cada caso, mesmo quando se refere a um aborto terapêutico. Possivelmente, haverá problemas psicológicos por verificar e trabalhar. Contudo, não se pode estabelecer em termos de verdade geral, que toda a mãe que passa por aborto precisa de psicoterapia, por isso é necessário sempre ver cada caso.

É com satisfação que o Canal do Nuca no YouTube compartilha o debate sobre estas e outras complexas questões, que foram ao ar no programa "Conversas Cruzadas" da TV Com/SC, em Florianópolis, no dia 02 de abril de 2012, e teve a participação da Psicóloga e Psicoterapeuta do Consultório Relações, Lara Beatriz Fuck, também presidente do Núcleo Castor.

O programa contou com a apresentação do Jornalista Renato Igor, da TV Com, e com a participação da Advogada e Pesquisadora Daniela Félix; do Professor de Direito Penal do Cesusc, Sandro Sell e com o Pastor e Historiador Eversom Mendes.

Você não pode perder!!!

15 de abril de 2012

Emoções Positivas e Saúde


O programa "Espaço Aberto" da GloboNews apresentou a reportagem "Cientistas tentam provar que emoções positivas fazem bem a saúde", em 14 de Fevereiro de 2012. Pela relevância destas pesquisas e estudos para a área da Psicologia e da Saúde em Geral, o Canal do Nuca no YouTube gentilmente disponibilizou a reportagem, que segue:




Este vídeo evidencia que:

1. - Que as emoções humanas são fenômenos psicofísicos, envolvendo corpo-consciência, pois, e compreendem na sua constituição ocorrências neurofisiológicas ou neuroquímicas passíveis de verificação, observações ou análises científicas experimentais, para a Medicina dos nossos dias de terceiro milênio: - em condições de interceptá-las e tê-los sob controle médico-científico interdisciplinar com a psicoterapia, (medicina paliativa).

Tendo inequivocamente em:

a) continuação das constatações médico-experimentais da Escola de Medicina Legal Foderé/Tardieu ao longo do Século XIX (até 1880) (http://www.nuca.org.br);

b) aprofundamento da "Nova Psicologia Médica" desenvolvida nos últimos sessenta anos (a partir de 1950): com Van den Berg, depois Ronald Laing e David Cooper e Esterson.

Pedro Bertolino.